O técnico Marcelo Chamusca foi apresentado à imprensa, nesta segunda-feira (10), em coletiva realizada na sala de imprensa do Barradão. Chamusca chega para comandar o Vitória com contrato até o dia 30 de novembro de 2019.

Confira alguns trechos da entrevista do novo treinador do Leão!

O profissional, que já passou pelas categorias de base do clube e foi auxiliar técnico, se mostrou empolgado para a difícil tarefa de reconduzir o Rubro-Negro à Série A do Brasileirão. Para isso, se disse confiante e se autoproclamou o “rei do acesso”.

“Falo brincando que algumas pessoas me chamam de rei do acesso. Sou o legitimo rei do acesso, porque consegui subir em todas as divisões. Em todo lugar que vou, quando vou dar palestra, colocam esse êxito que sou o único treinador no Brasil que conseguiu. Para mim, isso aqui é um cartão de visitas. Consegui subir jogando na Série D. Sou muito mais orgulhoso disso, servindo de exemplo aos jovens, que qualquer outra situação. A gente mede as pessoas pelo seu currículo. Quando tem currículo positivo, faz com que seja interessante. É um exemplo de sucesso para que as pessoas possam seguir”, disse.

O comandante revelou já estar trabalhando no planejamento e montagem do elenco para a temporada. “Eu não gosto de fixar em números. Já conheço vocês, se falar que preciso de sete e contratar cinco, vão me cobrar. Tem algumas posições em que existem carências. A diretoria está consciente. A gente tem alguns jogadores formados no clube que demonstraram ter potencial para permanecer e participar desse processo de reconstrução. Claro que tem jogadores que a gente vai contratar. Alguns até que trabalharam comigo, isso facilita muito na construção. Não existe número exato, até porque futebol está longe de ser matemática”.

Chamusca foi além e destacou que quer dar uma nova cara ao Leão. “A gente não consegue fazer reformulação, e não só de peças, mas de postura, conceitos. Era sempre forte vir jogar contra o Vitória. Para descer essa ladeira os caras sentiam frio na barriga. E por ter vivenciado outros clubes, faz com que isso me deixe muito fortalecido. Só que isso é uma construção que começa no primeiro dia. É uma série de variáveis, que começa no momento que o treinador estabelece postura. Através de trabalho, análise, de uma série de situações, que você faz com que o atleta mude a forma de pensar. Esses jogadores chegam com mentalidade diferente. Cabe ao treinador, com sua mentalidade técnica, seduzir os jogadores para que eles acreditem, saber o quanto é importante ter mando de campo, imposição”.

Sobre os objetivos, o técnico garantiu que quer conquistar títulos. “Eu quero ganhar tudo. Se eu venho para um clube como o Vitória, tenho o Campeonato Baiano e vou falar que não quero ganhar é o fim da picada. Inclusive, tenho esse dado, eu conquistei o Cearense em 2015, o Paraense em 2017 e Cearense em 2018. Só não conquistei em 2016 porque não joguei, acabei saindo na primeira fase. Nos últimos três anos tive êxito. E falar para você que não almejo conquista não vou estar sendo verdadeiro. Vou trabalhar. Meu trabalho é montar, mas a gente precisa performar. Copa do Nordeste é meu sonho de conquista. Ano passado e infelizmente esse ano o Ceará me privou desse sonho. Disputei com o Salgueiro, com o Fortaleza. E Copa do Brasil a gente tem não só pela necessidade do clube, que pesa no orçamento. É uma competição muito atrativa. Vou trabalhar muito para que a gente consiga ter êxito e buscar títulos. Não sei se são 20, 22, mas tenho muitos títulos na carreira”.

Já sobre a luta pelo acesso, Marcelo Chamusca mostrou otimismo. “O presidente falou da importância do retorno à Série A. Temos uma competição de 38 rodadas, que começa em abril, mas antes disso temos um calendário com outras competições que vamos ter que brigar em todas elas. Vou ter a oportunidade de reconstruir, e uma reconstrução é interessante. Vamos começar uma reconstrução juntos, e estou aqui porque acredito no projeto. O Vitória tem todas as ferramentas que o treinador precisa para ter êxito: camisa, torcida. Muitos jogadores querem jogar aqui, que é clube grande. Nossa cidade é muito atrativa. Juntando todos esses aspectos, temos todas as condições de mudar essa história. Montar uma equipe para conquistar os resultados que precisamos”, completou.