Mesmo com o fim da temporada do futebol brasileiro, a rivalidade entre Bahia e Vitória, como de costume, segue muito acirrada, mesmo fora das quatro linhas. Desta vez, o motivo das maiores discussões tem sido a parceria entre o Bahia e a Arena Fonte Nova, que tem se tornado cada vez mais próxima e deixando o equipamento esportivo muito mais identificado com o Tricolor.

Essa situação levou até mesmo à abertura de uma ação popular, por parte do senhor Juarez Dourado Wanderley, contra o Esporte Clube Bahia, a Arena Fonte Nova e o Governo do Estado, sob a alegação de uma “Violação aos Princípios Administrativos”. 

Nesta segunda-feira (10), o presidente do Esquadrão de Aço, Guilherme Bellintani, concedeu entrevista à Rádio Sociedade e falou sobre a abertura desse processo.

“Eu acho normal. Eu digo sempre que a Justiça é o lugar onde as pessoas vão ver quem tem razão. Eu acho normal. Não é a primeira ação popular que entram contra o contrato Bahia e Arena Fonte Nova e provavelmente não será a última”, afirmou.

Um dos principais questionamentos dos torcedores do Vitória quanto à parceria do Bahia com o Consórcio Arena Fonte Nova são as caracterizações que o clube tem feito no local, e por fim, a implantação da loja oficial do Esquadrão no equipamento esportivo. O mandatário afirmou que tudo isso está sendo feito com a autorização do Governo do Estado.

“Óbvio. Claro. O Governo não daria autorização se essa fosse uma medida que fosse exclusiva para o Bahia. É simples a questão, se o Vitória quiser ter um contrato igual ao do Bahia, pode. Pronto, tá respondido. A questão é, se alguém dissesse que o Bahia tem um contrato que é inalcançável para qualquer outro clube, a gente diria que está tendo um tratamento desigual. Agora, simplesmente se o Vitória quiser ter um contrato igual ao do Bahia, pode. O que não dá é o Vitória querer ter uma loja na Fonte Nova sem jogar lá. Então, é simples assim, se o Vitória quiser ter uma loja na fonte nova, pode ter”, explicou.

Bellintani ainda fez questão de afirmar que o seu clube arca com os custos da Loja Oficial do clube, de acordo com composições do contrato de parceria.

“O Bahia tem um contrato. O Bahia não paga pela loja da Fonte Nova? Claro que paga. O Bahia tem contrapartida com o consórcio e paga, não diretamente pela loja, mas o contrato como um todo prevê um pagamento de ‘x’ por ano, versus contrapartida dessa ou daquela forma. Se não tivesse o Bahia, a Fonte Nova estava fechada hoje, estava virando um Mineirão ou Maracanã”

Por fim, o presidente explicou uma recente declaração sua onde afirmou que o Vitória teria prejuízos ao jogar na Arena Fonte Nova.

“É diferente você pagar por um jogo do que pagar para 30 e poucos jogos por ano. Normal. Alguém vai fazer um jogo lá e vai querer ter uma loja. É razoável? Isso não é razoável. Então, a razoabilidade existe dentro do contrato autorizado pela concessão, tudo normal. Não é a primeira ação popular, apenas essa ficou mais (evidente) pela situação do Vitória atual. Eles precisam de alguma coisa que dê uma válvula de escape”, afirmou.