O Boca Juniors solicitou à Conmebol a suspensão da final da Libertadores e punições ao River Plave, neste domingo, depois dos incidentes de violência realizados pela torcida adversária no sábado, que obrigaram o adiamento da partida.

“Depois dos atos de violência sofridos nos arredores do estádio (Monumental), o Boca considera que as condições de igualdade não estão dadas e solicita a suspensão do jogo, assim como a aplicação das sanções correspondentes previstas no Artigo 18”, informou o Boca em comunicado oficial publicado em seu site.

“Na tarde de ontem, o Boca Juniors solicitou o adiamento do jogo pelos incidentes e se estabeleceu como prioridade que o mesmo possa ser disputado em igualdade de condições”, destacou a equipe.

De acordo com o artigo 18 do Regulamento Disciplinar de Competições da Conmebol, vários castigos são previstos em caso de infrações ou atos de violência como o acontecido nos arredores do Monumental.

Entre as mais importantes, estão dedução de pontos, determinação do resultado de um jogo, obrigação de jogar uma partida a portas fechadas e a desqualificação de competições em curso e/ou de futuras competições.

No sábado, torcedores do River Plate utilizaram pedras e gases para agredir o ônibus do rival na chegada ao estádio. Vários jogadores, entre eles o capitão Pablo Pérez, ficaram machucados por conta dos cacos da janela quebrada e dos artefatos que entraram no ônibus.

Pouco antes da publicação do comunicado do Boca, o presidente da Conmebol Alejandro Domínguez afirmou que nada mudou e que “o jogo se joga às 17h (18h pelo horário de Brasília)”. O mandatário lembrou o pacto de cavalheiros realizado no sábado entre os presidentes das duas equipes.

Após o empate em 2 a 2 na Bombonera há duas semanas no jogo de ida, a expectativa para a finalíssima superou os limites da paixão. A violência de torcedores novamente se voltou contra o espetáculo, em mais um capítulo do histórico de violência no futebol argentino.